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A voz das aves

Já reparou que os beija-flores fazem um “barulhinho” de vez em quando? É fácil escuta-los quando estão perseguindo outros beija-flores ou quando estão perto das “suas” flores. Os sons emitidos pelos beija-flores podem não ser tão melodiosos quanto o canto do sabiá nem tão estridentes quanto a “conversa” incessante dos papagaios, mas é de extrema importância para estas pequeninas aves. Os pesquisadores chamam estes sons de “vocalizações” e tentam entender a sua diversidade e finalidade. É quase como decifrar a linguagem dos beija-flores!

O estudo da relação entre a vocalização e o comportamento dos beija-flores ainda é recente, principalmente no Brasil. Para entender melhor essa relação, os pesquisadores observam os comportamentos dos beija-flores e gravam os sons emitidos por eles. Depois, estes sons são analisados no computador e formam diferentes espectrogramas (gráficos que mostram a frequência e duração das vocalizações).

Assim, é possível diferenciar os sons e relaciona-los com diferentes ações dos beija-flores. Por exemplo, o som emitido por um beija-flor que expulsa outro do seu território é diferente do som emitido quando ele está tentando acasalar, que é diferente do som emitido quando os filhotes estão esperando comida, que é diferente do emitido quando um beija-flor está sendo expulso, e por aí vai. Um indivíduo pode vocalizar de várias formas diferentes.

Não é fantástico saber que as aves usam sons diferentes para comunicar coisas diferentes? Não é parecido (embora seja muito mais simples) com o que fazemos quando falamos? Temos palavras diferentes que significam coisas diferentes!

Outra característica muito interessante das aves é que, dependendo da espécie, os filhotes aprendem a “falar” com os pais, assim como nós. Por exemplo, sabiás que são criados desde filhotes longe dos pais e de outros sabiás não cantam da mesma forma que os que são criados com os pais. Os beija-flores também precisam escutar a vocalização dos adultos para aprender a vocalizar como eles!

Os cientistas sabem que nem todas as espécies vocalizam (por exemplo, urubus não vocalizam) e nem todas aprendem a fazer isso com os pais. O certo é a vocalização das aves, quando ocorre, serve para transmitir informações importantes para os outros indivíduos da espécie. Portanto, é muito importante que as aves permaneçam nos seus ninhos e convivam com os seus pais. Dessa forma, elas terão uma boa chance de aprender a interagir com o meio ambiente e com os outros indivíduos.

Infelizmente, muitas pessoas não estão interessadas em entender a maravilhosa comunicação das aves. Elas aprisionam pássaros em gaiolas para que eles cantem sempre, ignorando toda a necessidade que estes animais têm de liberdade. Muitos são capturados ainda filhotes e passam muito tempo em quartos isolados, com um aparelho de som tocando cantos bonitos da espécie, para que eles aprendam a cantar dessa forma. Tenho certeza de que se, se eles pudessem falar, diriam: eu quero ser livre!

Para saber mais:

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Autora: Lorena Fonseca

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