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Por onde voam os beija-flores

É muito provável que você já tenha visto um beija-flor em um lugar bem aberto, como um jardim ou uma varanda. Eles parecem confortáveis em qualquer lugar que tenha flor, mesmo distante da floresta. Por isso, é possível imaginar que o desmatamento não afete muito a vida desses animais, desde que a gente mantenha jardins floridos, certo?  

Errado! Apesar de muitas pessoas pensarem que os beija-flores só precisam de jardins, isto não é verdade. Algumas espécies são mais generalistas sim, mas muitas precisam das florestas e não voam em locais abertos. Por exemplo, um estudo realizado na Costa Rica mostrou que uma espécie de beija flor (Phaethornis guy ) prefere voar pela floresta do que por áreas agrícolas (no caso, áreas abertas), mesmo que para isso tenha que percorrer um caminho mais longo.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores prenderam pequenos aparelhos nos beija-flores para poder localiza-los e soltaram as aves em locais na floresta ou em áreas agrícolas. Depois foi só registrar o caminho de volta para saber por onde os beija-flores passaram. Parece maldade com os beija-flores, não é? Mas os equipamentos eram pequeninos e leves, então não atrapalhavam o voo. Apesar de ser desconfortável, este tipo de estudo é importante porque nos informa exatamente o trajeto feito pelos animais. Acredite, não é possível correr atrás do beija-flor na floresta para saber para onde ele está indo! Além disso, é um incômodo passageiro, já que os transmissores caem depois de cerca de duas semanas. O importante é saber que alguns beija-flores precisam das florestas e não voam em áreas abertas.

Estudos como este mostram que precisamos facilitar a passagem de animais entre fragmentos de floresta isolados por áreas agrícolas. Uma medida interessante para esta finalidade é o plantio de um “corredor” de árvores nativas ligando fragmentos de mata. Muitas vezes a própria mata ciliar (nas margens dos rios) facilita consideravelmente a passagem de animais entre fragmentos que, se não fossem esses “corredores”, seriam inacessíveis para muitas espécies. Portanto, a preservação das matas ciliares, além de obrigatória (as margens de rios são áreas de preservação permanente – lei 12.651/2012), é muito importante para a vida de beija-flores e de muitos outros animais e plantas.

Autora: Lorena Fonseca

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